AFRIDEX reavalia segurança de África com a incorporação de tecnologias emergentes contra ameaças de terrorismo e insurgência

Angola participa, de 26 a 29 de Outubro, em Lagos, República Federal da Nigéria, da Feira Internacional de Defesa e Segurança de África – AFRIDEX projectada para estabelecer uma base estratégica de cooperação da indústria militar do continente.  

A delegação angolana é liderada pelo Embaixador José Bamóquina Zau e integra o Adido da Chancelaria da Defesa, Coronel Ventura Bacia Miguel, o seu adjunto Tenente Coronel Newton Xirimbimbi, a Conselheira Natacha Laureano e a 2ª Secretária Sebastiana Terra. 

O evento classificado como a maior feira internacional de defesa e segurança da África reúne líderes militares, ministros, decisores políticos, fornecedores de tecnologias e fabricantes do sector de defesa no segmento da segurança aérea, terrestre, marítima, espacial e cibernética.

Para além das exposições tecnológicas, a AFRIDEX está a ser dominada pela combinação de discussões de alto nível sobre a posição da África num ambiente global de segurança cada vez mais complexo, a cooperação, inovação e preparação para os desafios futuros de desenvolvimento de capacidades de defesa. 

Os participantes estão focados nas questões sobre como a África pode moldar o novo ordenamento da segurança, ao mesmo tempo em que fortalece a cooperação, a interoperabilidade e as capacidades necessárias para proteger os interesses do continente. 

O evento aberto pelo Presidente da Assembleia Nacional e do Senado GodswillAkpabio, em representação do Presidente da República Bola Ahmed Tinubu, contou com discursos do Ministro da Defesa, General Christopher Gwabin Musa e do Presidente da Comissão da Comunidade Económica de Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), General Birame Diop.

Todos convergiram na necessidade dos estados africanos e as instituições regionais trabalhem com a consciência de compartilha, troca de informações de inteligência, coordenação clara dos objectivos comuns, possuir forças-tarefa multinacionais capazes de transformar a cooperação política em acções eficazesde combate às ameaças de terrorismo e da insurgência.

REFORMA DA RESPOSTA DE SEGURANÇA 

A protecção permanente do Golfo da Guiné, como Zona Geopolítica e Geoestratégica de Paz, onde se concentram 70% da produção africana de petróleo com reservas calculadas em 50,8 Bilhões de Barris e uma produção estimada em mais de 5,4 milhões de Barris/Dia, deve merecer, na visão dos lideres políticos e militares participantes da AFRIDEX, uma resposta dimensionada à sua importância pelas Forças-Tarefa Marítimas Multinacionais.

Para além da segurança marítima colectiva na bacia meridional atlântica, a AFRIDEX está a avaliar as capacidades operacionais necessárias para garantir a estabilidade nacional, melhorar a cooperação transfronteiriça e acelerar a aquisição e implementação de equipamentos, treinamento e sistemas necessáriospara proteger as rotas comerciais vitais, interromper as ameaças emergentes e melhorar a segurança em toda a África. 

De acordo com o General Birame Diop, Presidente da Comissão da CEDEAO, uma maior partilha de informações, coordenação regional e cooperação operacional podem anular as ameaças nas fronteiras e as pressões na segurança interna que estão a impor novas exigências de construção de um poder militar africano credível

e com maior autonomia estratégica.

O caminho apontado é o poder estratégico, vantagem tecnológica, capacidade de moldar a ordem de segurança, fortalecer a preparação das forças, integrar drones e inteligência artificial, utilizar tecnologias emergentes para obter vantagens operacionais contra as ameaças em constante evolução.

 

Serviços de Comunicação Institucional e Imprensa da Embaixada de Angola na República Federal da Nigéria, Benin, Níger e CEDEAO, Abuja, 26 Outubro2026.