Igreja da RDC pede apoio contínuo do Presidente João Lourenço à paz

O Clero da República Democrática do Congo solicitou, segunda-feira, apoio contínuo ao Presidente da República, João Lourenço, para a resolução da crise de paz e segurança reinante naquele país vizinho já há algum tempo.

A representação do Clero, que se deslocou a Luanda chefiada pelo presidente da Conferência Episcopal Nacional do Congo (CENCO), arcebispo Fulgence Muteba, apresentou a João Lourenço a necessidade de se pôr fim ao conflito que se vive na República Democrática do Congo. 

 À saída do encontro, o porta-voz do grupo de religiosos, reverendo Éric Nsenga, adiantou aos jornalistas que a deslocação à capital angolana se enquadrava no que considerou “diplomacia eclesiástica”, que disse estar a levar o cabo com vista à busca de solução para a crise na RDC.

“Como sabemos, a RDC está a viver um período difícil, de conflito, razão pela qual nós, os prelados, temos essa necessidade de falar com os diversos actores. E, hoje (ontem) vimos ter com Sua Excelência Senhor Presidente João Lourenço, que é um actor muito importante, não só na sua qualidade de medianeiro no Processo de Luanda, mas, também, como Presidente em exercício da União Africana”, ressaltou.

A decisão de falar com o Estadista angolano, referiu o reverendo Éric Nsenga, deve-se ao facto de já ter dado mostras de alguém que quer muito ajudar a resolver essa crise de paz e segurança na RDC. “Nós pensamos que Sua Excelência o Presidente da República, João Lourenço, poderá desempenhar um papel muito importante para podermos encontrar soluções para resolver essa crise que ainda paira na RDC”, aflorou.

O porta-voz da delegação disse que outro dos objectivos da vinda do grupo de prelado a Luanda passa por beber da experiência angolana em matéria de resolução de conflitos. “Vamos sair daqui com uma lição bem estudada, a fim de melhor contribuirmos para a resolução desta crise”, acentuou.

Intervenção na reunião do Consellho de Paz da UA

Na reunião do Conselho de Paz e Segurança da União Africana sobre a RDC, realizada por altura da 38ª Conferência Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo do continente, em Fevereiro deste ano, em Adis Abeba, Etiópia, João Lourenço destacou a tragédia humanitária, destruição de infra-estruturas importantes e mortes que ocorrem no Leste da República Democrática do Congo.

O Estadista angolano referiu defendeu o Processo de Luanda eram entendimentos que davam forma e conteúdo ao acordo de paz desejado para a RDC. “É importante referir que o conteúdo dos entendimentos que se realizaram, no âmbito do Processo de Luanda, reflectem, integralmente, as preocupações das partes”, declarou, na ocasião, o Chefe de Estado angolano.