O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Nigéria – MNE acolheu na tarde desta quarta-feira, 26/02, uma cerimónia de tributo em sufrágio à alma do pai fundador da República da Namíbia, Presidente Sam Nujoma.
O serviço de evocação à sua memória envolveu entidades do Governo da Nigéria, o Corpo Diplomático e a Sociedade Civil, que qualificaramSam Nujoma como um verdadeiro Pan-africanista, íntegro e incansável combatente pela liberdade.
Na cerimónia de tributo presidido pelo ministro dos negócios estrangeiros, embaixador Yusuf MaitamaTuggar, o chefe da missão diplomática de Angola, embaixador José Bamóquina Zau, disse que o presidente Sam Nujoma deixa um legado inquestionável de resiliência e prosperidade para o seu povo, a SADC e a para África.


O diplomata explicou que Angola foi sistematicamente invadida por forças militares do Regime do Apartheid por acolher bases da SWAPO que lutavam pela sua independência, o fim da opressão e da segregação racial.
“Angola precisou consentir este sacrifício como retribuição ao apoio que recebeu de outros países africanos como a Nigéria para conquistar a sua independência e cimentar o princípio do Pan-africanismo”, sustentou José Bamóquina Zau.
Para o ministro Yusuf Maitama Tuggar, Angola e Cuba foram decisivas para a independência da Namíbia e valorizaram o legado de Sam Nujoma na luta para a libertação do povo namibiano do Regime do Apartheid.
Um total de doze depoimentos de tributo em memória de Sam Nujoma, foram prestados na cerimónia de homenagem.
O serviço religioso de tributo à Sam Nujoma, que vai a enterrar no sábado dia 1 de março, esteve a cargo do Núncio Apostólico da Santa Sé na Nigéria,Arcebispo Michael Francis Crotty.
Serviços de Comunicação Institucional e Imprensa da Embaixada de Angola na República Federal da Nigéria, Benin, Níger e CEDEAO, em Abuja, aos 27 de Fevereiro de 2025.