{"id":6353,"date":"2023-05-09T10:36:57","date_gmt":"2023-05-09T10:36:57","guid":{"rendered":"https:\/\/angolanembassy-nga.ao\/?p=6353"},"modified":"2023-05-09T10:36:58","modified_gmt":"2023-05-09T10:36:58","slug":"pr-reafirma-empenho-na-luta-contra-a-corrupcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/angolanembassy-nga.ao\/?p=6353","title":{"rendered":"PR reafirma empenho na luta contra a corrup\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Luanda \u2013 O Presidente da Rep\u00fablica, Jo\u00e3o Louren\u00e7o, reafirmou, em entrevista ao Canal France24, o cont\u00ednuo combate contra a corrup\u00e7\u00e3o como uma das principais bandeiras do Executivo angolano.<\/p>\n\n\n\n<p>O estadista angolano adiantou que o mesmo empenho imprimido na luta contra a corrup\u00e7\u00e3o no in\u00edcio do primeiro mandato mant\u00e9m-se. \u201cNada mudou\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a entrevista, a partir de Londres, Jo\u00e3o Louren\u00e7o abordou v\u00e1rios aspectos da pol\u00edtica interna e externa, destacando que, contrariamente ao que se verificava antes de assumir a lideran\u00e7a dos destinos da na\u00e7\u00e3o, os \u00f3rg\u00e3os de justi\u00e7a em Angola continuam focados na luta contra a corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cN\u00f3s repusemos aquilo que era considerado normal, por algo que n\u00e3o era normal na altura, que \u00e9 combater a corrup\u00e7\u00e3o. Nunca se combateu a corrup\u00e7\u00e3o\u201d, declarou, a dado momento da entrevista, antes de reiterar: O novo sistema \u00e9 combater a corrup\u00e7\u00e3o, o antes era promover a corrup\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quero come\u00e7ar com a situa\u00e7\u00e3o no Sud\u00e3o. H\u00e1 dois l\u00edderes militares a combater e a popula\u00e7\u00e3o civil a sofrer. O mundo est\u00e1 a tentar parar o derrame de sangue, mas parece que nada est\u00e1 a funcionar. Como avalia a situa\u00e7\u00e3o no Sud\u00e3o, Sr. Presidente?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De facto, estamos todos muito preocupados com a situa\u00e7\u00e3o que surgiu muito repentinamente no Sud\u00e3o. Aparentemente, tudo parecia estar bem, mas infelizmente, de repente, surgiu esta confronta\u00e7\u00e3o militar entre dois generais, um dos quais o general Abdel Fatah, Presidente do Conselho Soberano, com quem falei, estando j\u00e1 aqui em Londres. Consegui finalmente falar com ele. Como deve compreender, numa situa\u00e7\u00e3o de conflito e com todo o mundo a querer falar com ele, para encoraj\u00e1-lo a fazer a paz, n\u00e3o foi f\u00e1cil conseguir falar. Mas, felizmente conseguimos. A conversa foi boa. Ele agradeceu o facto de todos estarmos preocupados em querer encontrar uma solu\u00e7\u00e3o negociada para o conflito, que \u00e9 a \u00fanica sa\u00edda. N\u00e3o existe outra sa\u00edda com vista a p\u00f4r fim aos combates.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, alcan\u00e7ar-se o cessar-fogo, negociar-se a paz que seja definitiva e que permita o regresso do grande n\u00famero de cidad\u00e3os sudaneses que neste momento est\u00e3o na condi\u00e7\u00e3o de refugiados nos pa\u00edses vizinhos. Como sabemos, o n\u00famero de mortos j\u00e1 \u00e9 bastante elevado, vai na ordem das seis centenas, e sem falar do n\u00famero de refugiados e de feridos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que parece bastante \u00f3bvio \u00e9 que todos os parceiros externos n\u00e3o conseguem parar a guerra, mesmo a Uni\u00e3o Africana parece n\u00e3o ter conseguido impor uma solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o faltam esfor\u00e7os neste sentido, todos n\u00f3s estamos a trabalhar arduamente. Ningu\u00e9m est\u00e1 de bra\u00e7os cruzados. Como sabe, o Sud\u00e3o \u00e9 um Estado-membro da &nbsp;Confer\u00eancia Internacional da Regi\u00e3o dos Grandes Lagos, da\u00ed eu ter tido a preocupa\u00e7\u00e3o de falar com o presidente Abdel Al Fatah.<\/p>\n\n\n\n<p>Sei igualmente que, quer o presidente da Comiss\u00e3o da Uni\u00e3o Africana, quer o presidente em exerc\u00edcio da Uni\u00e3o Africana, o Presidente das Comores, todos eles t\u00eam-se desdobrado em esfor\u00e7os no sentido de colocar os dois generais em contacto para negociarem a paz. Portanto, n\u00e3o \u00e9 por falta de vontade e de interesse em ver esta situa\u00e7\u00e3o resolvida. Este interesse existe, mas a paz tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 algo que se negoceie num dia. Leva o seu tempo, infelizmente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sr. Presidente, diante da situa\u00e7\u00e3o na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, onde est\u00e1 profundamente envolvido a tentar encontrar uma solu\u00e7\u00e3o para a paz no leste, o cessar-fogo alcan\u00e7ado em 7 de Mar\u00e7o, ainda n\u00e3o foi totalmente implementado. At\u00e9 que ponto esta situa\u00e7\u00e3o o preocupa e se pode escalar para uma guerra entre a RDC e o Rwanda?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Penso que isto n\u00e3o vai acontecer, pelo menos no que depender de n\u00f3s, tudo faremos para evitar que se chegue a esta situa\u00e7\u00e3o de confronto directo entre os dois pa\u00edses vizinhos, a RDC e o Rwanda.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabemos que o M23 at\u00e9 agora est\u00e1 a respeitar o cessar-fogo. O passo seguinte, que lamentavelmente, ainda n\u00e3o foi dado, mas depende n\u00e3o apenas do M23, como tamb\u00e9m do pr\u00f3prio pa\u00eds, a RDC, \u00e9, como sabemos, segundo o Roteiro de Luanda, o acantonamento das for\u00e7as do M23. Portanto conseguiu-se o cessar-fogo. A seguir tem de se fazer o acantonamento, para dar-se o in\u00edcio do processo de desarmamento e reinser\u00e7\u00e3o desses cidad\u00e3os congoleses na sociedade. Estamos a trabalhar para conseguirmos que se fa\u00e7a o acantonamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Angola ficou de enviar tropas precisamente para garantir as zonas de acantonamento. Portanto, t\u00e3o logo as condi\u00e7\u00f5es sejam criadas nessas regi\u00f5es, teremos o nosso contingente preparado em poucos dias para come\u00e7ar a desempenhar este papel de garantir a seguran\u00e7a dos elementos do M23 que v\u00e3o ser acantonados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ficou decidido enviar cerca de 400 soldados. O que est\u00e1 a dizer \u00e9 que t\u00e3o logo estejam no terreno o M23 vai ser desarmado e que isso levar\u00e1 a uma melhoria da situa\u00e7\u00e3o em breve?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acreditamos que sim. Temos de ser optimistas e partir do princ\u00edpio de que o M23 vai cumprir a sua palavra. Eles estiveram em Luanda antes do cessar-fogo e deram a sua palavra em como iriam cumprir o Roteiro de Luanda. Portanto, respeitar o cessar-fogo, primeiro ponto; Segundo ponto, acantonamento:&nbsp; depois todo o processo que levar\u00e1 \u00e0 sua desmobiliza\u00e7\u00e3o. O M23 \u00e9 apenas um dos grupos que actuam ali na zona Leste e Nordeste da RDC. Portanto s\u00f3 resolver o problema do M23 n\u00e3o \u00e9 tudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas \u00e9 melhor do que nada. Pelo menos, \u00e9 uma quest\u00e3o que se resolve, mas depois teremos de olhar para os outros grupos que igualmente amea\u00e7am a seguran\u00e7a das popula\u00e7\u00f5es e a economia daquela regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Estou a referir-me, por exemplo, ao caso da Alian\u00e7a das For\u00e7as Democr\u00e1ticas (ADF), que t\u00eam realizado ac\u00e7\u00f5es bastante negativas naquela regi\u00e3o circundante da cidade de Ngoma e praticamente dos Kivus, Norte e Sul.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Disse que o M23 aplaudiu o cessar-fogo, o que dizer do Ex\u00e9rcito congol\u00eas? Porque as autoridades da RDC est\u00e3o constantemente a acusar o M23, o Rwanda de n\u00e3o quererem a paz. Est\u00e3o a cumprir o compromisso ou tamb\u00e9m h\u00e1 problemas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As autoridades congolesas est\u00e3o a cumprir. \u00c9 evidente que gostar\u00edamos que o timing para a cria\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es para o acantonamento fosse encurtado o m\u00e1ximo poss\u00edvel. N\u00e3o \u00e9 o que est\u00e1 a acontecer, mas vamos confiar em que daqui para a frente as coisas v\u00e3o ser feitas com maior rapidez. Temos estado em contacto permanente com as autoridades congolesas ao mais alto n\u00edvel. O Presidente Tshisekedi tem ultimamente se deslocado a Luanda com alguma frequ\u00eancia para tratarmos, exclusivamente, deste caso do M23.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que dizer do Presidente Paul Kagame? Tem estado comprometido com estes esfor\u00e7os para alcan\u00e7ar a paz?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o temos raz\u00f5es de queixa em rela\u00e7\u00e3o ao Rwanda depois da \u00faltima Cimeira de Addis Abeba. Portanto, foi o Presidente Paul Kagame, a meu pedido, que p\u00f4s Angola em contacto com a direc\u00e7\u00e3o do M23. Est\u00e1vamos com alguma dificuldade em contactar o M23, porque recebemos esta incumb\u00eancia de fazer este contacto, e quem facilitou foi o Presidente Kagame. Logo a seguir, dias depois, a lideran\u00e7a do M23 foi a Luanda e com eles trabalhamos. Temos de ser justos a reconhecer que quem tem um gesto neste sentido est\u00e1 em princ\u00edpio de boa vontade. N\u00e3o temos raz\u00f5es de queixa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quero falar do envolvimento da R\u00fassia em \u00c1frica. A Fran\u00e7a e os Estados Unidos t\u00eam condenado o papel da R\u00fassia, principalmente o denominado Grupo Wagner, que est\u00e1 presente na Rep\u00fablica Centro Africana e no Mali. Concorda com as cr\u00edticas que a Fran\u00e7a e os Estados Unidos fazem da actua\u00e7\u00e3o destes mercen\u00e1rios ou acha que n\u00e3o \u00e9 um problema?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As Na\u00e7\u00f5es Unidas consideram o mercenarismo um crime. Agora, p\u00f5e-se a quest\u00e3o de saber a classifica\u00e7\u00e3o a que se deve dar ao Grupo Wagner, se \u00e9 mesmo um grupo de mercen\u00e1rios ou n\u00e3o. Eles est\u00e3o, de facto, na RCA, mas esta \u00e9 uma quest\u00e3o que s\u00f3 depende das autoridades do pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Penso que est\u00e3o l\u00e1 a convite das autoridades da RCA, Angola est\u00e1 envolvida neste processo de pacifica\u00e7\u00e3o da RCA, mas nunca abordamos o problema do Grupo Wagner. Porque entendemos que \u00e9 um assunto que as autoridades do pa\u00eds devem resolver directamente.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fran\u00e7a, como sabe, retirou-se de alguns pa\u00edses a\u00ed da regi\u00e3o do Sahel, nomeadamente, o Mali. As autoridades malianas na sequ\u00eancia do golpe de Estado, chamemos-lhes assim que teve lugar, entenderam convidar o Grupo Wagner. A responsabilidade em princ\u00edpio \u00e9 deles. Deve-lhes ser imputada. Esta \u00e9 a nossa posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Fran\u00e7a gastou muito tempo, energia, dinheiro e vidas nesta opera\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o do Sahel e decidiram retirar-se e, com um resultado, obviamente, nada convincente. Se olharmos a posi\u00e7\u00e3o dos outros grupos, parece haver maior controlo. N\u00e3o ser\u00e1 isso um fracasso da Fran\u00e7a decidir envolver-se nesta guerra e depois retirar-se?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o, a Fran\u00e7a n\u00e3o decidiu retirar-se dos pa\u00edses onde esteve. \u00c9 que a partir de uma determinada altura, por raz\u00f5es que s\u00f3 eles podem explicar, entenderam que a presen\u00e7a j\u00e1 n\u00e3o era necess\u00e1ria. Nalguns casos limitavam-se a dizer que j\u00e1 n\u00e3o era necess\u00e1ria. Noutros casos, diziam mesmo que at\u00e9 era perniciosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Com raz\u00e3o ou sem raz\u00e3o, a responsabilidade da sa\u00edda das tropas francesas dessa parte do nosso continente \u00e9 dos pa\u00edses. A Fran\u00e7a n\u00e3o se retirou por vontade pr\u00f3pria, mas foi, digamos, convidada a retirar-se.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>At\u00e9 que ponto o preocupa o regresso dos golpes militares em \u00c1frica Ocidental e agora o que est\u00e1 a acontecer no Sud\u00e3o. A resposta contra estes golpes tem sido adequada ou julga que as pessoas aceitam de forma passiva?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que os golpes de estado s\u00e3o conden\u00e1veis. N\u00e3o se pode pensar sequer que os africanos est\u00e3o satisfeitos com esta situa\u00e7\u00e3o dos golpes de estado que est\u00e3o a acontecer num n\u00famero cada vez mais elevado, numa regi\u00e3o muito bem identificada, na \u00c1frica Ocidental, onde pelo menos, tr\u00eas pa\u00edses j\u00e1 foram v\u00edtimas desse fen\u00f3meno: Burkina Faso, Mali e a Guin\u00e9. O continente tem de lutar contra esta tend\u00eancia que parece estar a voltar.<\/p>\n\n\n\n<p>Como sabem, os golpes de estado eram bastante vulgares, na d\u00e9cada de 1960. Imediatamente ap\u00f3s as independ\u00eancias dos nossos pa\u00edses, houve um per\u00edodo longo em que a situa\u00e7\u00e3o se estabilizou, porque houve um combate ac\u00e9rrimo, com a comunidade internacional a condenar de forma muito firme o surgimento de golpes de estado, mas ultimamente o fen\u00f3meno regressou.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o Africana, portanto, e as organiza\u00e7\u00f5es regionais t\u00eam feito aquilo que est\u00e1 ao seu alcance, no sentido de reverter a situa\u00e7\u00e3o e fazer com que a normalidade constitucional seja reposta nesses pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quem diga que n\u00e3o basta fazer confer\u00eancias, n\u00e3o basta mandar delega\u00e7\u00f5es nesses pa\u00edses contactar as lideran\u00e7as pol\u00edticas que tomaram o poder pela for\u00e7a, ou Uni\u00e3o Africana ou organiza\u00e7\u00f5es regionais deviam, talvez, mobilizar contingentes militares para desalojar essas novas lideran\u00e7as. Isso deve ser visto com alguma cautela e n\u00e3o nos podemos limitar a dizer que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 esta. Em princ\u00edpio cada caso \u00e9 um caso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quando chegou, a luta contra a corrup\u00e7\u00e3o esteve no centro do seu Programa de Governo. Em Dezembro \u00faltimo, a Justi\u00e7a declarou que Isabel dos Santos, a filha do antigo Presidente da Rep\u00fablica, estava sob investiga\u00e7\u00e3o por corrup\u00e7\u00e3o e desvio de fundos p\u00fablicos. A Interpol emitiu um alerta vermelho para a sua deten\u00e7\u00e3o. Mas publicamente, ela parece viver livremente no Dubai ou Londres e n\u00e3o parece ter receio de ser detida, se calhar pensa que n\u00e3o h\u00e1 hip\u00f3tese de ser detida&#8230;<\/strong><br>Est\u00e1 em Londres? N\u00e3o sabia (risos).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Esteve no Dubai. O que quero dizer \u00e9 que ela n\u00e3o parece ter receio de ser detida&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para responder \u00e0 sua pergunta, o mesmo empenho com que imprimimos na luta contra a corrup\u00e7\u00e3o no in\u00edcio do nosso mandato, esse empenho mant\u00e9m-se. Nada mudou. Em rela\u00e7\u00e3o a este caso concreto, o assunto est\u00e1 entregue \u00e0 Interpol. N\u00f3s fazemos f\u00e9 que a Interpol vai cumprir o papel que lhe compete e n\u00f3s n\u00e3o queremos, em princ\u00edpio, interferir.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A fam\u00edlia dos Santos diz que isso n\u00e3o \u00e9 investiga\u00e7\u00e3o e sim uma persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Alguns observadores dizem que&nbsp; o Sr. Presidente substituiu o anterior sistema com o seu sistema. Como responde a estas cr\u00edticas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ela tem contas a ajustar perante a Justi\u00e7a e \u00e9 com a Justi\u00e7a que ela se deve defender. Costuma-se dizer que &#8220;quem n\u00e3o deve n\u00e3o teme\u201d. Deve responder perante a Justi\u00e7a e alegar o que bem entender na Justi\u00e7a e n\u00e3o na comunica\u00e7\u00e3o social. Fala em reposi\u00e7\u00e3o do sistema anterior. O actual sistema \u00e9&nbsp; de combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. Portanto, diz&nbsp; bem: \u00e9 mesmo uma reposi\u00e7\u00e3o! N\u00e3o \u00e9 uma continuidade, \u00e9 uma reposi\u00e7\u00e3o. N\u00f3s repusemos aquilo que era considerado normal, por algo que n\u00e3o era normal na altura, que era combater a corrup\u00e7\u00e3o. Nunca se combateu a corrup\u00e7\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p>A corrup\u00e7\u00e3o s\u00f3 est\u00e1 a ser combatida agora no meu mandato. Os \u00f3rg\u00e3os de Justi\u00e7a nunca tiveram tanto trabalho a tratar deste tipo de crime espec\u00edfico. Em todos os pa\u00edses h\u00e1 &#8220;n\u201d tipo de crimes, mas os \u00f3rg\u00e3os de Justi\u00e7a em Angola: PGR, os tribunais de todas as categorias, de todos os n\u00edveis, nunca se dedicaram tanto a tratar de casos de combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o como agora no meu mandato.<\/p>\n\n\n\n<p>O que houve foi, de facto, uma reposi\u00e7\u00e3o e n\u00e3o uma continuidade. Se se diz que rep\u00f4s o sistema antigo pelo novo, est\u00e1 bem-dito. E eu estou de acordo. O novo sistema \u00e9 combater a corrup\u00e7\u00e3o, o antes era promover a corrup\u00e7\u00e3o.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma quest\u00e3o ligada ao fim dos mandatos. Sabemos que em alguns casos devem ser dois mandatos, mas tomam decis\u00f5es de alterar a Constitui\u00e7\u00e3o. A nova Constitui\u00e7\u00e3o trouxe algumas&nbsp; tens\u00f5es&nbsp; no seu pa\u00eds, quando decidiu concorrer para o segundo mandato. Talvez decida concorrer para um terceiro mandato ou esta quest\u00e3o est\u00e1 clara em Angola, neste ponto espec\u00edfico?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o nenhuma que justifique um golpe de estado. Absolutamente nenhuma. Portanto, se algu\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 a governar bem, os eleitores devem castig\u00e1-lo nas urnas. Aguardar que haja elei\u00e7\u00f5es e esse partido pol\u00edtico, este candidato que se apresente para governar o pa\u00eds nos anos que se seguem \u00e0s elei\u00e7\u00f5es se n\u00e3o est\u00e1 a governar bem, ser\u00e1 penalizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Repito e gostaria de sublinhar, que nada justifica, absolutamente nada, nenhum argumento pode surgir a favor da necessidade de se dar um golpe de estado. No caso concreto de Angola, eu penso que \u00e9 cedo para se falar no assunto. Acabamos de sair das elei\u00e7\u00f5es agora. As pr\u00f3ximas ser\u00e3o em 2027. A minha resposta est\u00e1 dada, se calhar podemos falar disso mais l\u00e1 para 2027.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quero falar da guerra na Ucr\u00e2nia. O Presidente Lula, do Brasil, h\u00e1 alguns meses, disse que o Presidente da Ucr\u00e2nia, Zelensky, tem tanta responsabilidade quanto o Presidente da R\u00fassia, Vladmir Putin. Este ponto de vista foi fortemente criticado por muitos pa\u00edses. Partilha das palavras do Presidente Lula?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 elegante que um Chefe de Estado comente as posi\u00e7\u00f5es de outro Chefe de Estado. Mas posso responder doutra forma: dizer qual \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o de Angola. E depois o senhor compare e veja se as posi\u00e7\u00f5es coincidem ou n\u00e3o. A posi\u00e7\u00e3o de Angola neste conflito que op\u00f5e a R\u00fassia \u00e0 Ucr\u00e2nia \u00e9 que o mundo deve tudo fazer no sentido de garantir, respeitar, quer a soberania, quer a integridade territorial dos pa\u00edses. S\u00e3o duas categorias que devem ser consideradas sagradas, uma vez que a Carta das Na\u00e7\u00f5es Unidas assim o define. O Direito Internacional&nbsp; define que a independ\u00eancia, a soberania e a integridade territorial dos pa\u00edses devem ser respeitadas.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso desse conflito, \u00e9 evidente que a soberania e a integridade territorial da Ucr\u00e2nia foi violentada, n\u00e3o foi respeitada pelo pa\u00eds vizinho, que \u00e9 a R\u00fassia e n\u00f3s n\u00e3o podemos estar de acordo com isso. Agora compare uma posi\u00e7\u00e3o e a outra, de Angola e do Brasil, e tire as suas conclus\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sente que esta guerra na Europa, com a NATO envolvida, os Estados Unidos envolvidos, grande parte da Europa, mas o Sul est\u00e1, atrav\u00e9s das san\u00e7\u00f5es, a pagar as consequ\u00eancias desta guerra?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O mundo todo est\u00e1 a pagar as consequ\u00eancias desta guerra, n\u00e3o apenas o Sul. A Europa em primeiro lugar, est\u00e1 a pagar as consequ\u00eancias desta guerra. Mas de uma forma geral, o mundo est\u00e1 a pagar as consequ\u00eancias, uma vez que ela provocou v\u00e1rias crises. Uma crise de seguran\u00e7a, uma crise humanit\u00e1ria, crise financeira, crise alimentar e crise energ\u00e9tica. Portanto, uma sucess\u00e3o de crises que n\u00e3o se limitam \u00e0s fronteiras da Europa. O mundo todo est\u00e1 a sentir, de forma dura, as consequ\u00eancias desta guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed, ser isso uma das raz\u00f5es por que todos apelem para que se chegue a um cessar-fogo o mais r\u00e1pido poss\u00edvel; que se negoceie uma paz que seja duradoura, n\u00e3o apenas entre esses dois pa\u00edses que devem ser amigos, a R\u00fassia e a Ucr\u00e2nia, mas uma paz que deixe o povo europeu sem sobressaltos durante s\u00e9culos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tem de ser uma paz para a Ucr\u00e2nia, uma paz para a Europa e, de alguma forma, uma paz para o mundo. Essa guerra da Ucr\u00e2nia amea\u00e7a a paz e a seguran\u00e7a, n\u00e3o apenas europeia, mas universal.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos sofremos. Como n\u00e3o queremos continuar a sofrer, todos estamos envolvidos em cada um, a seu jeito, na medida da sua dimens\u00e3o, procurar ajudar a encontrar uma solu\u00e7\u00e3o para esta guerra na Ucr\u00e2nia.<br><strong>A China pode ser um bom mediador?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A China pode sim, conforme eu dizia, numa das minhas interven\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, que pela influ\u00eancia que os Estados Unidos t\u00eam sobre o Ocidente, pela influ\u00eancia que a China tem sobre a R\u00fassia, portanto, n\u00e3o s\u00f3 a China mas os dois, de um lado os Estados Unidos&nbsp; e do outro lado a China, se chegarem a um entendimento, essas duas grandes pot\u00eancias podem jogar um papel decisivo na busca da paz definitiva deste conflito russo-ucraniano.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o olhemos s\u00f3 para a China, mas os Estados Unidos tamb\u00e9m t\u00eam parte da responsabilidade, no sentido de que, se quiserem, quer os Estados Unidos, quer a China, juntando energias,&nbsp; podem ser determinantes para um&nbsp; bom desfecho deste conflito russo-ucraniano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Presidente Jo\u00e3o Louren\u00e7o, muito obrigado pelo seu tempo e por ter respondido \u00e0s nossas perguntas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Muito obrigado!&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luanda \u2013 O Presidente da Rep\u00fablica, Jo\u00e3o Louren\u00e7o, reafirmou, em entrevista ao Canal France24, o cont\u00ednuo combate contra a corrup\u00e7\u00e3o como uma das principais bandeiras do Executivo angolano. 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