{"id":6226,"date":"2023-05-02T07:28:21","date_gmt":"2023-05-02T07:28:21","guid":{"rendered":"https:\/\/angolanembassy-nga.ao\/?p=6226"},"modified":"2023-05-02T07:53:37","modified_gmt":"2023-05-02T07:53:37","slug":"unta-uniao-nacional-dos-trabalhadores-angolanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/angolanembassy-nga.ao\/?p=6226","title":{"rendered":"Um 1\u00ba de Maio ainda reprimido em 1975"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Uma semana depois do 25 de Abril de 1974, enquanto em Lisboa centenas de milhares de pessoas sa\u00edam \u00e0 rua pela primeira vez depois de muitas d\u00e9cadas de regime fascista, em Luanda, esse dia era calmo, segundo reporta o jornal \u201cA prov\u00edncia de Angola\u201d: na Mutamba havia a calma habitual de um dia feriado e nos bairros africanos a vida decorria normalmente, sem os m\u00ednimos sinais pr\u00f3prios de uma data comemorada mundialmente. At\u00e9 esse ano a data era dedicada a S\u00e3o Jos\u00e9 Carpinteiro e n\u00e3o eram permitidas manifesta\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Lobito, ao contr\u00e1rio, reporta o jornal, acordou com muitos trabalhadores nas ruas, sobretudo da comunidade branca, que se manifestaram, mobilizados pelos sindicatos portugueses SNECIPA \u2013 Sindicato Nacional dos Empregados do Com\u00e9rcio e Ind\u00fastria da Prov\u00edncia de Angola e Sindicato dos Banc\u00e1rios, que tinham nessa altura alguma ac\u00e7\u00e3o sindical, quando a UNTA-Uni\u00e3o Nacional dos Trabalhadores Angolanos ainda n\u00e3o tinha implanta\u00e7\u00e3o no interior de Angola. Centenas de milhares de trabalhadores negros n\u00e3o eram sindicalizados e nas empresas raramente passavam de cargos de serventes e auxiliares.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas foi por interm\u00e9dio do SNECIPA que os trabalhadores negros foram mobilizados para a luta laboral no Lobito e no Huambo. Em Setembro de 1974 houve greves nas C\u00e2maras Municipais do Huambo e do Lobito, por melhores condi\u00e7\u00f5es laborais. Os trabalhadores africanos come\u00e7avam a ganhar consci\u00eancia das desigualdades gritantes com os seus colegas brancos. Os trabalhadores africanos do Porto do Lobito tamb\u00e9m se ergueram numa greve contra as condi\u00e7\u00f5es laborais e num repente o movimento grevista alastra para Luanda.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 um ano mais tarde Luanda, onde se instalara uma verdadeira turbul\u00eancia pol\u00edtica, se prepara para um grande acto de massas trabalhadoras, que come\u00e7ava a inverter o seu foco da explora\u00e7\u00e3o colonial para o novo Governo onde tinham assento os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o nacional. Naquele Primeiro de Maio de 1975, dezenas e milhares de pessoas, entre as quais nos encontr\u00e1vamos, desde cedo, convergem para o Largo no in\u00edcio da estrada de Catete, mobilizadas pela UNTA e pela extrema-esquerda do MPLA, organizada nos Comit\u00e9s Henda e nos Comit\u00e9s Am\u00edlcar Cabral (CAC).<\/p>\n\n\n\n<p>Mas j\u00e1 o FLNA, bra\u00e7o armado da FNLA, l\u00e1 se encontrava, cercando todo o vasto largo e n\u00e3o permitindo a aproxima\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ao local do com\u00edcio. Alegava a FNLA que o evento era inspirado pelo &#8220;Poder Popular\u201d e pelos &#8220;anarquistas do MPLA\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A confus\u00e3o foi muito grande quando come\u00e7aram a soar os primeiros tiros e a debandada foi autom\u00e1tica, o p\u00e1nico instalou-se. N\u00e3o houve, pois, comemora\u00e7\u00e3o do 1\u00ba de Maio no dia 1 de Maio em Luanda em 1975, o primeiro em situa\u00e7\u00e3o de alguma liberdade mas tamb\u00e9m de repress\u00e3o e confrontos militares. Logo a seguir ao Primeiro de Maio fracassado, as for\u00e7as pol\u00edticas mais activas do MPLA reuniram-se com a UNTA para deliberar se realizaria um novo evento de massas ou n\u00e3o, havendo discuss\u00f5es acaloradas durante v\u00e1rios dias, at\u00e9 que \u2013 ao contr\u00e1rio da minha posi\u00e7\u00e3o na altura &#8211; se chegou a um consenso: marcar para o dia 22 de Maio, tamb\u00e9m uma quinta-feira, uma nova manifesta\u00e7\u00e3o dos trabalhadores luandenses no mesmo local.<\/p>\n\n\n\n<p>Estava em causa, segundo os comit\u00e9s do MPLA, a luta pela democracia popular contra o fascismo, identificado com a FNLA.<\/p>\n\n\n\n<p>No novo dia, n\u00e3o estavam tantas pessoas no local, at\u00e9 por temor de confrontos, mas os efectivos do ELNA n\u00e3o se fizeram presentes para dissuadirem os trabalhadores luandenses, que se tinham tornado no inimigo principal da FNLA.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, n\u00f3s decidimos chamar ao local, desde esse m\u00eas, Largo Primeiro de Maio, reconhecido at\u00e9 hoje, e mud\u00e1mos o nome da Escola Comercial Vicente Ferreira, adjacente ao largo, para Escola Primeiro de Maio.<\/p>\n\n\n\n<p>O Largo, precise-se, junta as vias para a Alameda, para a Sagrada Fam\u00edlia, para o aeroporto e para a Estrada de Catete.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Governo de Transi\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava instalado desde 31 de Janeiro com as 4 partes, FNLA, MPLA, UNITA e portugueses. A politiza\u00e7\u00e3o da sociedade estava ao rubro. Os comit\u00e9s do MPLA vinham fazendo um trabalho intenso de agita\u00e7\u00e3o, mobiliza\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o. A ideia da Independ\u00eancia Completa e Imediata imperava.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A mis\u00e9ria nos &#8220;musseques\u201d era extrema, as pessoas viviam em condi\u00e7\u00f5es indignas, a contradi\u00e7\u00e3o entre a cidade do asfalto, habitada sobretudo por brancos, e os bairros habitados por negros era enorme.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu coordenava a ac\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de mobiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores no Porto de Luanda, Boavista, Cazenga e Viana.&nbsp; Nas f\u00e1bricas de Viana, do Cazenga, da Boavista, as diferen\u00e7as laborais entre trabalhadores brancos e trabalhadores negros era enorme e gritante, a explora\u00e7\u00e3o dos africanos era extrema, os sal\u00e1rios desiguais, em geral os negros quase nunca passavam de auxiliares, serventes, ajudantes de brancos que, muitas vezes, eram menos competentes do que eles.<\/p>\n\n\n\n<p>O 25 de Abril apanha uma tempestade social e econ\u00f3mica muito contida, n\u00e3o havia qualquer tipo de liberdade ou direitos individuais. For\u00e7as pol\u00edticas formam-se ent\u00e3o, depois do 25 de Abril de 1974, e nas organiza\u00e7\u00f5es nacionalistas progressistas pontificam jovens que v\u00e3o desenvolver uma actividade de apoio ao MPLA que congregar\u00e1 a sociedade africana como um todo. As estruturas centrais dos movimentos de liberta\u00e7\u00e3o come\u00e7am a chegar a Luanda, a partir dos fins de 1974, com os acordos j\u00e1 assinados com Portugal e, em Luanda, pelo menos o MPLA encontra um ambiente pol\u00edtico favor\u00e1vel \u00e0 sua implanta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os grupos mais activos sobressaem os Comit\u00e9s Henda e os Comit\u00e9s Amilcar Cabral (CAC), vindos sobretudo da Universidade de Luanda e dos liceus e escolas secund\u00e1rias. Os CAC levam as palavras de ordem do MPLA a todos os cantos da cidade de Luanda e tamb\u00e9m em Benguela e no Huambo, onde Fad\u00e1rio Muteka organiza as Frentes de Kimbo, primeiro embri\u00e3o de autarquias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os comit\u00e9s apoiam-se em \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o escritos em stencil e policopiados aos milhares que t\u00eam muita aceita\u00e7\u00e3o entre a popula\u00e7\u00e3o negra. Os CAC produziam um \u00f3rg\u00e3o te\u00f3rico, &#8220;Revolu\u00e7\u00e3o Popular\u201d, e outro \u00f3rg\u00e3o &#8220;para as massas\u201d, &#8220;Liberta\u00e7\u00e3o Nacional\u201d, distribu\u00eddo nas principais f\u00e1bricas das zonas oper\u00e1rias de Luanda. Os Comit\u00e9s Henda, por sua vez, produziam o jornal &#8220;4 de Fevereiro\u201d e instalaram-se na garagem do DIP central do MPLA, na Vila Alice, lan\u00e7ando a primeira ag\u00eancia de not\u00edcias da Angola prestes a ser independente.<\/p>\n\n\n\n<p>A UNTA-Uni\u00e3o Nacional dos Trabalhadores Angolanos, fundada no Congo-Kinshasa no in\u00edcio de 1960, fazia a sua primeira apari\u00e7\u00e3o mas ainda sem implanta\u00e7\u00e3o nos meios oper\u00e1rios, dirigida por Pascoal Luvualu. Foi Aristides Van-D\u00fanem, o dirigente executivo, que conseguiu que a central sindical, tutelada pelo MPLA, apoiasse o dinamismo dos jovens militantes da &#8220;extrema esquerda\u201d, com os quais se aliou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas foi sobretudo Agostinho Mendes de Carvalho quem se deslocava \u00e0s empresas e f\u00e1bricas para mobilizar os trabalhadores africanos para a Independ\u00eancia e para a luta pela igualdade salarial entre brancos e negros. Acompanhei-o muitas muitas vezes e eu me recordo de que consegu\u00edamos n\u00e3o raro um caixote para ele ficar numa posi\u00e7\u00e3o mais elevada em rela\u00e7\u00e3o ao ajuntamento dos trabalhadores, para assim ficar mais vis\u00edvel e aud\u00edvel. Ele era um grande mobilizador e fizemos uma boa equipa.<\/p>\n\n\n\n<p>Janeiro de 1975 come\u00e7a com os acordos de Alvor, com a instala\u00e7\u00e3o do Governo de Transi\u00e7\u00e3o, a primeira vez que FNLA, MPLA e UNITA chegam ao poder em Angola, mas tamb\u00e9m \u00e9 desencadeada a I Semana do Poder Popular, pelos Comit\u00e9s Am\u00edlcar Cabral do MPLA, que culmina num s\u00e1bado \u00e0 tarde com uma Grande Assembleia Popular de Luanda no Campo de S. Paulo- na qual nos incorpor\u00e1mos &#8211; com cerca de 40 mil pessoas transportando instrumentos de trabalho. Como havia o risco de o acto ser atacado por for\u00e7as do ELNA\/FNLA, pedimos protec\u00e7\u00e3o militar ao COL do MPLA, que enviou &#8220;in extremis\u201d alguns jovens militares das FAPLA para as extremidades do campo.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto de grande radicaliza\u00e7\u00e3o da vida pol\u00edtica, com greves numa s\u00e9rie de f\u00e1bricas, a &#8220;extrema esquerda\u201d do MPLA, que tinha assento no CC, organiza o acto de massas do 1\u00ba de Maio, quinta-feira, no Largo que ficou com este nome.<\/p>\n\n\n\n<p>Do caderno reivindicativo aprovado no com\u00edcio do dia 22 de Maio, consta a destitui\u00e7\u00e3o do alto-comiss\u00e1rio portugu\u00eas Leonel Cardoso, acusado de favorecer a FNLA, o protesto contra os massacres em Luanda, Huambo, Tomboco, Ambrizete, Sazaire, Mbanza Kongo, Luena, pelos &#8220;lacaios internos do imperialismo\u201d (designa\u00e7\u00e3o para a FNLA de Holden Roberto). \u00c9 exigido o encerramento da &#8220;imprensa fascista e reaccion\u00e1ria ma- nipuladora da opini\u00e3o p\u00fablica\u201d, um dos pontos reivindica o sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional, as 40 horas de trabalho semanal em 5 dias, contra os despedimentos indiscriminados, a fuga de t\u00e9cnicos e a infla\u00e7\u00e3o. O comunicado termina com a consigna &#8220;Os trabalhadores s\u00f3 estar\u00e3o com o Governo de Transi\u00e7\u00e3o se este estiver com os trabalhadores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Eram os primeiros passos para a dignifica\u00e7\u00e3o dos trabalhadores angolanos, v\u00edtimas de discrimina\u00e7\u00e3o nos locais de trabalho, e para a sua consciencializa\u00e7\u00e3o contribuiu o trabalho pol\u00edtico di\u00e1rio de jovens militantes que se ligaram \u00e0s &#8220;massas populares&#8221; para apoiarem as suas reivindica\u00e7\u00f5es, numa sociedade que apenas estava a sair de uma \u00e9poca em que o poder estrangeiro ditatorial dominava em absoluto. Agora havia um Governo que inclu\u00eda os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o com projectos de Independ\u00eancia diferentes e por vezes antag\u00f3nicos o que, al\u00e9m de leg\u00edtima expectativa, criava tamb\u00e9m desconfian\u00e7as m\u00fatuas e muita intoler\u00e2ncia e sectarismo.<\/p>\n\n\n\n<p>A fuga dos t\u00e9cnicos europeus estava na ordem do dia, o com\u00e9rcio externo era dominado por quem estava a ir embora do pa\u00eds nascente, a mat\u00e9ria-prima escasseava, muitas f\u00e1bricas faziam imposs\u00edveis para manterem a produ\u00e7\u00e3o. Em muitos locais como na IFA, Curtumes Cazenga, Mabor, Tudor, Fabal, Textang, Sadil, os oper\u00e1rios tentaram controlar a gest\u00e3o esvaziada pela fuga dos anteriores gestores. Uma equipa dirigida por Rui Cristina e Jo\u00e3o Pessoa foi nomeada para ajudarem os oper\u00e1rios a organizar-se com efic\u00e1cia para n\u00e3o pararem a produ\u00e7\u00e3o, um esfor\u00e7o ingente de jovens que dedicavam todo o seu esfor\u00e7o \u00e0 causa nacionalista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma semana depois do 25 de Abril de 1974, enquanto em Lisboa centenas de milhares de pessoas sa\u00edam \u00e0 rua pela primeira vez depois de muitas d\u00e9cadas de regime fascista,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6242,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_rishi_post_view_count":223},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-6226","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica","rishi-post"],"rishi__cb_customizer_meta":"","comments_count":"0","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - 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